Cão comunitário Orelha é brutalmente assassinado com requintes de crueldade na Praia Brava, em Florianópolis (SC)



O assassinato do cão comunitário Orelha, ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis (SC), causou profunda comoção, revolta e indignação em todo o Brasil. Conhecido por sua docilidade e convivência pacífica com moradores e turistas, Orelha vivia há anos na região e era cuidado por diferentes pessoas da comunidade.


De acordo com informações apuradas pela Polícia Civil de Santa Catarina, Orelha foi brutalmente assassinado com requintes de crueldade. O animal sofreu agressões severas, apresentando lesões gravíssimas, especialmente na região da cabeça, compatíveis com golpes desferidos por objeto contundente. Ele foi encontrado agonizando, chegou a ser socorrido e encaminhado para atendimento veterinário, mas, diante da extrema gravidade dos ferimentos e do sofrimento intenso, não resistiu.


O caso é investigado como crime de maus-tratos a animal com resultado morte, conforme previsto na legislação brasileira. As investigações apontam a participação de adolescentes nas agressões, e mandados de busca e apreensão foram cumpridos para a coleta de provas. A polícia também apura relatos de que outro cão comunitário teria sido alvo de tentativa de violência na mesma região, mas conseguiu sobreviver e foi posteriormente adotado.


Durante o andamento das investigações, familiares de suspeitos chegaram a ser indiciados por coação no curso do processo, após denúncias de tentativas de intimidação de testemunhas. O inquérito segue em andamento, e as autoridades afirmam que todos os envolvidos serão responsabilizados conforme a lei.


A morte cruel de Orelha provocou manifestações, protestos e grande mobilização nas redes sociais, com pedidos de justiça e punição exemplar. A expressão “Justiça por Orelha” se espalhou pelo país, tornando-se símbolo da luta contra a violência animal e da cobrança por mais rigor no combate a esse tipo de crime.


O assassinato de Orelha não representa apenas a perda de um animal querido pela comunidade, mas expõe uma realidade alarmante de crueldade contra seres indefesos. Para moradores da Praia Brava e defensores da causa animal, a memória de Orelha precisa servir como um marco para que crimes assim não se repitam e não fiquem impunes. 


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