João Campos classifica espionagem da Polícia Civil como criminosa e promete buscar justiça


 Em vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), se pronunciou sobre denúncias de espionagem da Polícia Civil de Pernambuco contra integrantes da prefeitura. Segundo o gestor, que classificou a medida como “imoral”, “ilegal”, “criminosa” e “absurda”, o procedimento foi adotado à revelia da lei, sem ordem judicial, e depõe contra a seriedade de uma instituição com mais de 200 anos. O prefeito anunciou que tomará as medidas cabíveis para que o episódio não passe impune.

“O que está em jogo não é a polícia investigar, mas é fazer isso da forma certa. Eu não tolero corrupção, mas eu também não tolero perseguição. O que a TV Record revelou no dia de ontem é muito grave: o uso político da Polícia Civil de Pernambuco. Foi revelado que inquéritos foram desarquivados por interesse eleitoral, perseguição sem ordem judicial, sem inquérito, sem boletim de ocorrência, sem nenhuma formalidade. Rastreador sendo colocado em carro oficial da prefeitura sem ordem judicial. Isso é criminoso! Isso é um absurdo”, declarou o prefeito.

João Campos também disse que, apesar de as diligências policiais não terem encontrado qualquer irregularidade envolvendo o secretário de Articulação Política e Social, Gustavo Monteiro, e seu irmão, Eduardo Monteiro, a descoberta do procedimento ilegal só ocorreu porque a imprensa revelou. “Quem é que está dando essas ordens? É interesse de quem? Será que iam construir provas falsas, uma realidade que não existe pra incriminar pessoas inocentes? Cadê a formalidade disso tudo? Porque na polícia e na política, não vale tudo não! Tem regra! Tem lei”, completou.

O prefeito do Recife também lembrou ter enfrentado uma rede de ódio nas eleições de 2024, quando sofreu acusações falsas envolvendo a administração das creches da cidade. Sobre o episódio mais recente, João Campos questionou quais os interesses que estão por trás das diligências policiais feitas com uso de meios sem autorização judicial. “Aí vem uma ação absurda como essa, três delegados, sete agentes, num grupo informal de WhatsApp. Quem é que deu a ordem pra formar esse grupo, pra tomar essas medidas ilegais e criminosas? Isso não está certo! Isso é ilegal! Isso é imoral!”, avaliou.

Por fim, João Campos defendeu que “não vale tudo para disputar uma eleição” e prometeu buscar a adoção de responsabilização aos envolvidos no caso. “Eu queria dizer a vocês que tudo isso não vai ficar impune. Não vai, porque não vale tudo pra disputar uma eleição. Não vale tudo dentro de uma instituição tão séria como é a Polícia Civil, com mais de 200 anos. E eu quero dizer a vocês que eu vou tomar todas as medidas cabíveis na Justiça brasileira porque isso não vai passar impune. A democracia brasileira não permite e nem permitirá nenhum arroubo autoritário”, finalizou.

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